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Quem disse que vegano precisa ser gourmet?

Um passo é decidir por uma vida vegana, outro é encarar as receitas para preparar os alimentos sem origem animal na dieta. No caso de Nathalia Saints, moradora do Recife, ela já passou pelas duas etapas e compartilha essa consciência com outras pessoas. Ela lembra que enquanto vegana e sempre preparando seus próprios alimentos, sentia uma dificuldade em encontrar boas opções de refeição quando estava na rua.

Foi aí que, em 2016, Nathalia resolveu dar o terceiro grande passo na proposta de vida vegana. Formada em Administração, decidiu, junto com o companheiro dela, Jarde Pirro, abrir um empreendimento de comidas veganas na capital pernambucana. A ideia do empreendimento foi de manter uma identidade popular de comida vegana, evitando, por exemplo, preços altos e modismos.

Nathalia conta que até mesmo a questão do desperdício é monitorada, por uma visão de mundo em que não se deve jamais  jogar comida fora. O pouco que ainda escapa nos pratos é aproveitado para compostagem. Mas o rótulo de comida vegana nem sempre foi associado a um perfil mais popular. A empreendedora lembra o retorno de um cliente para exemplificar a situação. 

“A pessoa disse que acho a comida muito simples. Daí veio um sopapo na mente e eu fiquei pensando ‘onde foi que a gente disse que aqui era alta gastronomia?’ Porque aqui é comida caseira vegana, com gosto de comida de casa, de você visitar sua avó, sua mãe e chegar lá e ter aquele gostinho de comida vegana. E a pessoa simplesmente pediu indicação de outro local e saiu. Eu fiquei pensando em como as pessoas acham que uma comida vegana é gourmet. Pode até ser, mas faz com que as pessoas que não têm acesso a esses pratos de altas gastronomia se distancie do movimento”, salienta. 

Nathália destaca que falar em veganismo apenas como uma busca de saúde é uma história incompleta. A questão é mais que defender animais também. Enquanto movimento político, há uma atenção para negar o modelo destrutivo do agronegócio e incentivar um melhor aproveitamento da natureza para a nossa alimentação.

Pensando na maior popularização do movimento vegano, Nathália lembra ainda do diálogo entre as pessoas. Ela faz críticas aos uso excessivo de termos técnicos, que, ao invés de compartilhar conhecimentos, pode ainda afastar as pessoas.


A busca de inovações no cardápio não significa goumertização para o casal. / Foto: Divulgação

“Porque a gente tem que fazer com as pessoas entendam a gente. Existe uma coisa do preconceito linguístico muito grande, no qual você emprega muitos termos difíceis para que as pessoas não tenham acesso a informação, ou que fiquem perdidas ou ‘ah, já que não sei, não quero mais escutar isso’, do que a gente falar de uma forma bem simples, que qualquer pessoa possa entender. Eu acho que isso é muito importante para qualquer movimento”, ressalta. 

Então, fica a dica de um movimento vegano mais inclusivo. Nathália ressalta ainda que o movimento vegano pode se aproximar de filosofias e crenças religiosas. Ela é budista e o companheiro dela é rasta. Foi dessa combinação que, em 2016, nasceu o Vegostices. Quem quiser pode ser conferi a experiência pelo perfil do “Vegostices” no Instagram.

Fonte: Brasil de Fato – Douglas Matos

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