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ONU aponta alimentação vegana e vegetariana como solução para salvar o planeta

Com o número de adeptos ao veganismo e ao vegetarianismo crescendo, é a vez dos grandes órgãos alertarem sobre as vantagens que a ausência da carne na alimentação traz para o planeta. Segundo um novo relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), nosso sistema alimentar emite entre 25% a 30% dos gases que provocam o efeito estufa e afetam diretamente a vida aquática devido ao excesso de nitrogênio emitido.

Seguindo a previsão sobre a população global, em 2050 a Terra terá 9,8 bilhões de habitantes. Isso nos traz um alerta, de que precisaremos produzir 56% mais comida comparado a 2010. Com isso, se o consumo de carne e derivados do leite crescer, mais seis milhões de quilômetros quadrados de florestas precisarão ser derrubados para dar lugar à agricultura e  à pecuária. Em uma rápida comparação, essa área é duas vezes maior que a Índia. Dois terços dessa região seriam utilizados para pastagem, enquanto a outra parte para plantações. Os dados são do relatório Creating a Sustainable Food Future.

Por isso, a ONU aconselha as pessoas a optarem ao máximo por dietas plant-based. “Para ter qualquer chance de alimentar quase 10 bilhões de pessoas em 2050, com os limites planetários, nós precisamos adotar uma rotina alimentar saudável e baseada em plantas, cortar o desperdício de comida e investir em tecnologias que reduzam os impactos ambientais”, relata Johan Rockstrom, antigo diretor do Potsdam Institute of Climate Change Impact Research ao site do Daily Mail.

Durante o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), reunião da Organização das Nações Unidas para que os países discutam as mudanças climáticas, em 2018 um relatório já apresentava uma das soluções para amenizar os danos causado pelo efeito estufa. Uma das propostas é a conversão de áreas do tamanho da Índia, dedicadas ao cultivo de biocombustíveis ou árvores que absorvem CO2. Essa medida é indicada a fim de consumir o carbono acumulado e é chamada de “bioenergia com captura e armazenamento de carbono” (BEECS). Todavia, esse trabalho de captação do gás carbônico pode durar décadas e depende de quanto tempo demoraremos para eliminar o uso de combustíveis fósseis e reduzirmos nossa pegada ecológica.

Se seguíssemos os parâmetros apresentados no IPCC, precisaríamos de 7,6 milhões de quilômetros quadrados para produzir a bioenergia com captura e armazenamento de carbono capaz de reverter os danos do CO2. Todavia, essa solução poderia ocupar terra demais, comprometendo o desenvolvimento sustentável da produção de comida e causando desertificação e degradação da terra. Além disso, para conseguir ter apenas 50% de chance de obter sucesso na medida, a população terá que se livrar do carbono, de fato, nos próximos 30 anos. O que novamente, nos leva, à alimentação vegana como uma das soluções potenciais, uma vez que emissão do metano também terá que ser reduzida, bem como o uso de plástico.

 

 

 

Fonte: Revista Casa e Jardim.

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