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Obesidade infantil: riscos para a saúde adulta

Ontem, 3, foi o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil, o Ministério da Saúde fez um alerta: crianças obesas têm grandes chances de se tornarem adultos obesos. A consequência da obesidade na infância para a vida adulta é o aparecimento de doenças crônicas, entre elas a diabetes e hipertensão, que podem matar precocemente no período de grande produtividade na fase adulta.

Em discussão sobre o crescimento da obesidade infantil no mundo, representantes de vários países se reuniram na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília (DF). Ao participar do II Encontro Regional sobre ações de prevenção da obesidade infantil, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lembrou que a transição alimentar que aconteceu nos anos 70 e 80 contribui para a má nutrição das crianças de hoje.

 

“Os alimentos deixaram de ser manipulados, deixaram de ser colhidos pelos pais, pelas famílias e passaram a ser alimentos processados e ultraprocessados. E nós não tivemos os filtros necessários, e agora colhemos os resultados dessas mudanças tão súbitas dos nossos hábitos alimentares tradicionais”, relatou Luiz.

 

Um estudo recente aponta que, crianças acima do peso possuem 75% mais chance de serem adolescentes obesos e adolescentes obesos têm 89% de chance de serem adultos obesos. Pesquisas do Ministério da Saúde informam que 12,9% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos são obesas e 18,9% dos adultos estão acima do peso. Além de centrar ações nos primeiros dias de vida, como o incentivo ao aleitamento materno, o ministro destacou a importância das políticas de estímulo ao hábito saudável aliados a ações de alimentação e atividade física.

 

“Quando a gente dialoga sobre obesidade infantil, a gente dialoga sobre dois pilares: um da alimentação e outro da atividade física. Por isso, temos que combater o tempo de tela das crianças que no mundo inteiro passaram a ficar mais reclusas, muito menos expostas aquelas atividades físicas da infância e da adolescência”, afirmou.

 

Ele também defendeu que o incentivo ao hábito saudável envolva outros setores. “Sabemos que é preciso envolver outros agentes, como a economia, a agricultura, a política de educação, a política de esportes. Existe uma série de pontes que precisam ser construídas para que a gente possa gradativamente ir reposicionando não só o Brasil, mas o mundo, na adoção de hábitos de vidas saudáveis”, destacou Mandetta.

 

ESTUDO AJUDARÁ A IDENTIFICAR A OBESIDADE INFANTIL

O Ministério da Saúde começou a bater à porta de 15 mil domicílios brasileiros em 123 municípios que abrigam crianças menores de 5 anos. Esse levantamento foi feito através de uma seletiva para participarem do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), que tem por objetivo mapear a situação de saúde e nutrição de crianças em todo o Brasil, com informações detalhadas sobre hábitos alimentares, crescimento e desenvolvimento. Essas informações ajudarão na construção de políticas públicas e estratégicas de promoção da saúde.

Os pesquisadores que estão indo aos lares brasileiros estão identificados com camisas e crachás com o nome e a fotografia, além do logotipo do Ministério da Saúde. Assim que chegar no local, o entrevistador explicará os procedimentos e entregará um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, com detalhes da pesquisa e orientações de como fazer contato com a coordenação para tirar as demais dúvidas, incluindo a opção gratuita de ligar para o telefone 0800 808 0990. A participação é totalmente voluntária e os todos os dados coletados são sigilosos.

 

 

Fonte: Ministério da Saúde

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