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Como se aquecer sem explorar os animais?

O inverno começa hoje,  e é só cair a temperatura e as lojas enchem de peças em lã (de vários bichos, tipo alpaca, angorá, ovelha…), peles (de vários bichos também, de bezerro até chinchilas, coelhos, raposas) couro e penas e penugem de ganso, muito usada pra forrar casacos, entre outros materiais de origem animal que são extraídos de forma cruel, não importa o que digam. Quando você para pra ler as composições parece que não tem jeito, vai ter bicho em tudo, e chega a assustar quando descobre que tecidos aparentemente inofensivos são fruto de exploração animal. Mas calma que tem jeito sim. Vamos te ajudar.

Como saber se você está comprando uma roupa sem componentes de origem animal?

Ler etiquetas e rótulos é a primeira coisa que você aprende quando vira vegano. Ser desconfiado quanto ao que você está comprando pode te salvar de comprar coisas como couro de cachorro ou pele verdadeira como se fosse pele falsa.  Fique de olho na lista de composição pra materiais como alpaca, angorá, cashmere, pele, couro, mohair, pashmina, shearling, seda, camurça, tweed, lã, penas – essas especialmente nos forros de casacos acolchoados.

E dê preferência pras peças que tenham na composição: acrílico, algodão, denim, náilon, poliéster, rayon, veludo, modal, tencel, sarja, primaloft, thermolite e thinsulate, pra citar os principais. Também é bom dar uma olhada nas instruções de lavagem pra tirar a dúvida final: alguns materiais oriundos de animais só podem ser lavados a seco, então essa especificação pode ser um bom indicativo.

Os materiais sintéticos são grandes aliados, mas muitas dessas fibras não são exatamente amigas do planeta. Se fala muito sobre o acrílico, principal material usado nas peles e nas lãs sintéticas. Não são poucos os estudos que mostraram que eles não são anjinhos assim. A gente entende e concorda que alguns materiais não são perfeitos, mas quando o foco é tirar os animais das nossas roupas, é necessário fazer escolhas bem pensadas. Pense que cerca de 10-15 vidas são salvas pra cada casaco sintético produzido. A melhor saída é, como sempre, consumir com consciência e responsabilidade. O consumo excessivo gera demanda pra uma produção excessiva e aí já viu, né?  Uma boa notícia é que cada vez mais marcas trabalham com fibras recicladas, inclusive pra produzir peles fake.

Mas como diferenciar se não tiver etiqueta pra conferir?

No caso de pele, pense que os pelos dos animais crescem do mesmo jeito que o seu cabelo, com uma direção. Peles sintéticas são costuradas em linhas retas, então confira a base de onde saem os pelos: você vai conseguir ver costuras. Pele natural, obviamente, não tem costuras, e tem uma base de couro. A ponta dos pelos também pode ser uma pista: pelos naturais afinam na ponta, e pelos falsos tem a mesma largura da base à ponta.

Outra dica que você provavelmente não vai fazer na loja (por favor, não faça) é queimar um pedacinho do material em questão. Se for natural, vai queimar como um cabelo e sair aquele cheirinho de cabelo queimado. Se for sintético, vai dar cheiro de plástico queimado e ao invés de se enrolar na pontinha, vai derreter.

Se você pretende comprar em brechó, a atenção deve ser redobrada. Quanto mais antiga a peça, menos sintética ela será. Aí você vai ter que refletir se é uma compra que vale a pena por estar evitando a produção de uma nova peça de lã, ou se realmente não quer um produto de origem animal na sua vida, mesmo sendo vintage. É bem uma questão de ponto de vista.

Ler etiquetas, conhecer as marcas que consome, pesquisar e estar sempre atento vale pra qualquer estação do ano, nas roupas, mas também em outros itens, como maquiagens, por exemplo.

 

Fonte: insectashoes.com

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