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Efeitos das Fibras

Cada dia que passa, os brasileiros estão se mostrando mais conscientes em relação à alimentação saudável. A pesquisa “O Consumo de Fibras no Brasil”, realizada pelo Ibope, relata que 70% da população afirma ingerir comida saudável todos os dias. Mas, na prática, ainda estamos longe da porcentagem ideal.

 

Um terço da população ainda não tem o hábito de consumir fibras, fundamentais para o bom funcionamento do aparelho digestivo. O equilíbrio ajuda no controle da glicose e do colesterol na prevenção da obesidade e do câncer intestinal. Enquanto a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é ingerir entre 20g e 30g por dia, a média brasileira fica em torno de 12g a cada 24 horas. Esse contrassenso entre o que se diz e o que realmente é praticado pode ser explicado pela falta de informação.

 

Segundo os entrevistados que dizem não consumir fibras, o desconhecimento é a maior razão para a não ingestão (39%), seguido de outros 30% que acreditam que a adição desses elementos pode deixar a alimentação cotidiana mais cara. Outros 74% tem conhecimento da importância e o papel das fibras no organismo. Contudo, desse total, 70% desconhece a diferença entre as solúveis e insolúveis. “Cada fibra tem sua importância. As solúveis têm grande capacidade de retenção hídrica, o que ajuda na formação das fezes. Já as insolúveis funcionam como um estímulo mecânico ao intestino e aumentam o volume das fezes. A pesquisa mostra que as fibras estão presentes na vida dos brasileiros, mas há falta de conhecimento sobre em quais alimentos encontrá-las e como introduzi-las na dieta”, relata Maria do Carmo Friche Passos, gastroenterologista e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

Segundo a médica, dar o primeiro passo para derrubar as barreiras que impedem o consumo das fibras é muito mais fácil do que se pode imaginar. “Quando pensamos, por exemplo, que se trata de um processo caro e de difícil acesso, estamos enganados. Há diversos alimentos, como o feijão e o arroz – comuns na dieta brasileira –, que são ricos em fibras. Caso não seja possível comprar grãos e cereais, o consumo diário pode conter vegetais como a couve-flor e frutas como a banana”, orienta a professora. Desinformação É o caso do técnico de informática Fellipe Villete, 32. Ele não tinha consciência da importância das fibras. “Passei quase toda a minha vida baseando minha alimentação no meu paladar. Se era gostoso aos olhos e à boca, eu comia. Mal tinha ouvido falar em fibras, mas tudo mudou depois que precisei fazer a cirurgia bariátrica. Minha alimentação mudou radicalmente. Foi a partir daí que inseri as fibras na minha rotina”, conta. Há nove meses, ele consome, religiosamente, as fibras todos os dias. “É uma questão de você se acostumar. A facilidade para mim está no fato de que muitos alimentos ricos em fibra eu consumo com prazer: vegetais, frutas, grãos. São fundamentais na minha dieta, porque mantêm meu equilíbrio digestivo e me deixam saciado por mais tempo”, relata o técnico de informática.

 

Equilíbrio para equilibrar o consumo, a nutricionista Grasiela Dias indica dividir o consumo de fibras meio a meio. “Podemos ingerir 15g de fibras insolúveis, como farelo de trigo e pão integral, e 15g de fibras solúveis, como aveia, ervilha e maçã”, exemplifica a nutricionista. Ela também alerta que o excesso pode causar alguns efeitos colaterais como diarreia e dificuldade do organismo em absorver alguns nutrientes, como o ferro e o cálcio. “É necessário o equilíbrio. Para garantir isso, o ideal é consultar um profissional da área de nutrição”, ressalta ela.

 

Quando falamos então de digestão, a água é fundamental para assegurar o bom trabalho das fibras no organismo. “A água é necessária para que as fibras solúveis e insolúveis desempenhem suas funções, já que elas absorvem líquidos em seu interior”, explica a gastroenterologista Maria do Carmo Friche Passos. Isso ocorre porque a água se une às fibras solúveis e forma o gel na parede do estômago, promovendo o controle da glicose sanguínea e do colesterol ruim. “A água faz com que o intestino funcione de forma regularizada e correta, para que toxinas sejam eliminadas, e não absorvidas no organismo”, finaliza a médica.

 

 

Fonte: O tempo.

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