Desenvolvido dentro da ideologia “clean label” (em tradução livre “rótulo limpo”) é um produto sem conservantes, sem derivados animais e livre de glúten. Priorizando o uso de ingredientes simples e naturais.
(41) 3081-8662
contato@naodequeijo.com.br

O autismo e a seletividade nos alimentos.

Pessoas com autismo frequentemente apresentam problemas com a alimentação. Isso porque autistas apresentam maior seletividade na seleção dos alimentos. Para entender esses problemas, é preciso compreender a rigidez no pensamento e os distúrbios sensoriais, que são características do autismo. Isso quer dizer que a seletividade alimentar não é uma frescura. Muitas crianças que estão dentro do espectro apresentarão um paladar restrito, que pode se modificar com o tempo, mas que será sempre limitado.

-Rigidez e inflexibilidade: a criança come alguns poucos alimentos ou até somente uma opção. Recusa-se a experimentar algo novo e não faz suas refeições em local ou horário diferentes da sua rotina. Os alimentos também nunca podem estar misturados no prato. Qualquer alteração na sua rotina prejudica sua alimentação.
-Problemas no processamento sensorial: cheiros, cores, visual, texturas, pedaços grandes, temperatura… tudo pode interferir na vontade da criança em aceitar se alimentar. Recebemos relatos de clientes da tem crianças com autismo e adoram o Não de Queijo pela sua cor uniforme. Por isso se notar que seu filho está com dificuldade para se alimentar, preste atenção na cor ou textura dos alimentos. Eles adoram comidas com cores uniformes, como purê por exemplo.

Primeiramente é interessante identificar quais áreas estão mais afetadas: se a criança come sozinha, se serve sozinha, se aceita alimentos variados, se mastiga adequadamente, se consegue utilizar os talheres, se permanece sentada à mesa, ou se não gosta nem de olhar para o prato.

Tem solução?

Não considerando as causas médicas (alergias e intolerâncias), existem algumas táticas que podem ser adotadas no dia-a-dia para aumentar autonomia das crianças à mesa e melhorar a qualidade da alimentação:

  1. Sentar sempre à mesa nos mesmos horários, evitar distrações como TV ou brinquedos. O ideal é que todos da família sentem-se juntos nas refeições sempre que possível. E tente colocar a criança no processo, convide ela a participar do preparo dos alimentos, algo compatível com suas capacidades. Pode ser lavar os legumes, separar galhinhos de couve-flor, fazer bolinhas com a massa de nhoque…. Durante o preparo, incentive que ela experimente algo novo. Convide também a criança para a arrumar a mesa, por exemplo.
  2. Fazer o prato da criança colocando pouca comida e com uma variação de cores, mesmo que sejam alimentos que ela não coma. Faça um prato igual para você. Quando a criança for maior, estimule que ela fazer o prato sozinha.
  3. Estimule ela a se alimentar sozinha e incentive o uso de talheres. Você pode ajudar no início colocando a comida na colher e levando até a boca da criança.
  4. Demonstre como utilizar os talheres, colocar pouca comida na boca, mastigar com a boca fechada. Se a criança mastigar com a boca aberta, feche delicadamente seu o queixo, demonstrando como deve ser feito.
  5. Ofereça formas diferentes de alimentos que ela não goste de comer. Por exemplo: se ela não gosta de saladas, experimente fazer panquecas com a massa de espinafre ou uma torta salgada com a massa de couve.
  6. Estimule que a criança participe também da limpeza, jogando os restos no lixo e levando o prato à pia.

E se nada disso der certo? Pode acontecer, as vezes os pais fazem cardápios variados, coisas que são preferência dos filhos junto as novidades e eles simplesmente não tem vontade de comer. Então vocês papais, se atentem, mas não se culpem!

Pontos a considerar:

  • Alimentos separados no prato, sem misturar os itens, costumam ser melhor aceitos. De preferência use pratos com separação.
  • Para quem tem rigidez no pensamento, é reconfortante comer sempre a mesma coisa,  por isso tente inserir um alimento diferente por vez. Isso quer dizer que você irá colocá-lo à mesa no primeiro dia e no prato nos dias seguintes. Dê tempo para que a criança se acostume com o cheiro, o visual, a textura, a aparência. Se mesmo assim ela não o aceitar, você substitui por outro alimento. Mas sempre um por vez.
  • Não demonstre ansiedade e expectativa durante a refeição dos pequenos. Faça com que as refeições sejam um momento tranquilo e agradável, sem pressionar a criança. Alguns dias serão melhores que outros, mas ansiedade não ajuda nunca.
  • Não permita que as refeições sejam feitas em outros lugares que não a mesa. O cérebro autista aprende melhor quando segue uma rotina.
  • Utilize como incentivo o prato ou jogo americano de algum personagem que ela goste.
  • Não castigue se a criança não se alimentar ou comer pouco. É com a rotina que ela criará o hábito de se alimentar corretamente.
  • Valorize cada pequeno progresso.

 

Autismo, conhecer para incluir!

Dia 02 de Abril. Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

Post a Comment