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Alimentação na prevenção e tratamento do câncer

Falar de alimentação saudável tem tudo a ver com a Não de Queijo. Um hábito, principalmente quando somado a prática regular de atividade física, que ajuda tanto a prevenir como a combater tumores.

Segundo o levantamento de dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 20% dos casos dessa doença são nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e 35% das mortes por ela são causados por uma alimentação inadequada. São números considerados alarmantes.

 

Quando uma pessoa já diagnosticada com câncer, ao avaliá-la, o profissional da nutrição considera dados pessoais, como peso, altura e dobras cutâneas. Além de definir a dieta, ele monitora índices de vitaminas e nutrientes durante todo o processo. Ao detectar a carência de determinado elemento, o nutricionista pode recorrer à suplementação alimentar como forma de atingir os níveis ideais dessa pessoa. Apesar de recomendada para alguns casos, essa estratégia não garante a prevenção de doenças na população em geral.

Em pacientes oncológicos, a probabilidade de ocorrer desnutrição calórica e proteica é grande, porque o próprio tumor gera uma demanda por consumo de nutrientes presentes no organismo. E a doença também pode dificultar o processamento de carboidratos, proteínas e lipídios e causar perda de apetite.

A terapia nutricional é essencial como suporte ao paciente, mesmo que de forma indireta. Garantir uma alimentação adequada auxilia na prevenção de quadros como baixa de imunidade, no preparatório para procedimentos cirúrgicos ou clínicos, na reação do organismo ao tratamento, entre outras inúmeras vantagens. São fatores que contribuem para uma melhor qualidade de vida e até reduzem o tempo de internação hospitalar.

 

O nutricionista identifica as dosagens das substâncias que determinado paciente necessitará, e passará uma dieta adequada ao caso, respeitando eventuais restrições alimentares como gostos do paciente, por exemplo. É importante ressaltar que as preferências da pessoa são fundamentais, porque por mais benéfico que seja determinado cardápio, fazer o paciente ingeri-lo contra a sua vontade só irá aumentar o desconforto. Já para enfermos em que a alimentação oral não é viável, a substituição pela enteral é feita através de sonda ou cateter. O recurso é indicado até que a pessoa consiga voltar a se alimentar normalmente.

 

A quantidade de refeições ao dia, os tipos e as formas dos alimentos indicados variam conforme o caso. Porém, o objetivo é sempre aliar uma alimentação saudável, que atenda às necessidades do paciente e que despertem o desejo pelo consumo.

 

Muitos casos de câncer seriam evitados – ou menos graves – através da adoção de uma alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos. O ideal é adotar uma dieta rica em alimentos naturais ou minimamente processados e evitar ao máximo os congelados, os prontos para o consumo, ultraprocessados e industrializados, como bebidas e comidas com alto teor calórico.

 

Apesar de muitas vezes acharmos que não temos tempo para preparar nossas refeições, é possível incluir hábitos saudáveis como esse com planejamento e esforço. A longo prazo, isso interfere diretamente, gerando desconto para acompanhar nossa rotina cada vez mais agitada.

 

Fonte: Saúde – Luciana Ítalo é nutricionista do Hospital Fundação do Câncer.

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